A lei

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Autor: Augusto dos Anjos (espírito)

Em reflexões misérrimas, absorto,
Raciocinava: – “O último tormento
É regressar à carne e ao sofrimento
Sem o triste fenômeno do aborto! …

Toda a amargura d’alma é o desconforto
De retornar ao corpo famulento,
E apagar toda a luz do pensamento
Nas células de um mundo amargo e morto!…“

Mas, uma voz da luz dos grandes mundos,
Em conceitos sublimes e profundos,
Respondeu-lhe em acentos colossais:

– “Verme que volves dos esterquilínios,
Cessa a miséria de teus raciocínios,
Não insultes as leis universais.”

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

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