Autora: Teresinha Olivier
Era a primeira vez na vida que visitava um cemitério.
Curioso, observava os túmulos. Os nomes, as datas de nascimento e morte, as palavras carinhosas gravadas nas pedras chamavam sua atenção.
Idosos, jovens, crianças lá estavam, com suas vidas interrompidas para sempre, sem mais nenhuma oportunidade. Era o fim de tudo. A vida se resumia em nascer, estudar, trabalhar, sofrer e desaparecer no nada. Isso não tinha sentido algum para ele.
– Para que tanta luta, tanto esforço para acabar aqui? – Pensava.
Achava que o maior dos absurdos era a morte de crianças e jovens, retirados da vida tão cedo.
– E ainda dizem que existe um Deus – Pensava parado em frente ao túmulo de um jovem de dezoito anos, sorridente, que na foto esmaecida pelo tempo parecia irradiar a esperança no porvir.
Poucas pessoas passavam por ele, procurando túmulos de entes queridos, flores nas mãos e olhares entristecidos que revelavam saudades e lembranças.
Um homem, aparentando uns cinquenta anos, parou ao seu lado e ficou também observando aquela foto, pensativo. Pensou em se afastar, quando o homem perguntou:
– É algum conhecido seu?
– Não. Só me chamou a atenção por ser tão jovem.
– É, de fato, era muito jovem quando morreu – disse o homem, olhando com olhar melancólico para a foto.
– Era parente seu? – Ele perguntou, mais por educação do que por verdadeiro interesse. O que queria mesmo era afastar-se. Mas o homem parecia interessado em conversar.
– Eu o conheci muito bem. Mas já faz muito tempo e o tempo ajeita tudo.
– Só não ajeitou para ele, não é mesmo? – Disse ironicamente, apontando para a foto do jovem.
– Por que você diz isso? – Perguntou o estranho.
– Ora, é óbvio, não? Que chance ele teve?
Mas, olhando bem para o homem, percebeu que ele era muito parecido com o rapaz. Arrependeu-se do tom que usou, pensando que ele poderia ser o pai do garoto morto precocemente. Mas o homem não parecia nem um pouco aborrecido. Pelo contrário, abriu um sorriso simpático e disse:
– Meu nome é Guilherme, e o seu?
– Gilberto.
– Então, Gilberto, o que está fazendo aqui no cemitério, num dia tão bonito como esse?
Ele ficou mais tranquilo com o rumo da conversa, e mais à vontade, respondeu:
– Para dizer a verdade, é a primeira vez que visito um cemitério. Nunca tive vontade de vir, mesmo quando morria um parente ou amigo da família. Por mais que meus pais insistissem para eu vir, me recusava.
-Por quê?
– Tenho uma impressão muito negativa só de imaginar as pessoas debaixo da terra, apodrecendo, os vermes comendo suas carnes…sei lá, é uma coisa que me dá mal-estar só de pensar.
– É, pensando nesses termos, dá uma péssima impressão mesmo.
– E existem outros termos a respeito da morte? – Disse ele dando um tom irônico à voz.
O estranho sorriu e disse:
– Gilberto, você gostaria de dar uma volta pelo cemitério comigo?
Ele achou muito esquisito um estranho convidá-lo para passear por um lugar como aquele, mas aceitou.
Começaram a caminhar. Depois de algum tempo, o homem quebrando o silêncio, perguntou:
– Gilberto, você nunca pensou na possibilidade de existir vida depois da morte?
– Por que essa pergunta? O senhor acredita nessa baboseira?
– Eu não acho que seja baboseira. Não é à toa que a maior parte da humanidade acredita que de alguma forma a vida continua, que não termina no túmulo.
– Olhe, Sr. Guilherme, eu já discuti muito sobre isso com meus pais. Eles admitem essas ideias e já tentaram me convencer, mas não aceito essas crendices. Meus professores da Universidade são materialistas. São pessoas de alto nível intelectual, esclarecidas, inteligentes, mestres, doutores. Baseiam-se em fatos comprovados pela Ciência para terem essa postura perante a vida. A ideia da existência de uma alma imortal baseia-se em quê?
– Eu já fui um professor universitário materialista, Gilberto. Já incuti nas mentes de alunos meus a ideia do nada após a morte, do que me arrependo muito, mas era o que eu sabia e sentia na época. Hoje, tenho uma visão bastante diferente e muito mais consoladora, muito mais lógica.
-Uma ideia para ser lógica precisa estar baseada em fatos constatados, senão cai facilmente com os argumentos contrários, o senhor não acha?
– Acontece, Gilberto, que eu tive a constatação da continuidade da vida, da imortalidade da alma, e não me foi mais possível continuar pensando do mesmo jeito.
– E que constatação o senhor teve? Alguém voltou do mundo dos mortos para provar? Que eu saiba nunca ninguém voltou…
– Será que ninguém voltou mesmo? – Disse o homem, estendendo o olhar para os túmulos em volta.
Gilberto começou a ficar irritado, como sempre ficava toda vez que seus pais puxavam esse assunto. Aliás, a última conversa com eles havia sido bastante calorosa e ele saiu de casa batendo a porta e acelerando o carro até cantar os pneus. O homem percebeu a alteração do rapaz e comentou:
– Por que esse assunto o incomoda tanto, Gilberto?
– Porque eu acho que pessoas inteligentes não deviam pensar dessa forma. São crendices de pessoas ignorantes! – Respondeu já bastante nervoso.
Percebeu a indelicadeza e procurou desculpar-se:
– Desculpe a minha franqueza. Não que eu o ache ignorante…
– Não se preocupe, Gilberto. Não me ofendo à toa. Eu também pensava como você há muito tempo.
– Mas o que fez o senhor mudar tão radicalmente de ideia? Precisa ser algo muito convincente para mudar a opinião de um professor universitário! Estou curioso para saber…
– Está bem, Gilberto. Você pode me acompanhar? Quero mostrar-lhe uma coisa.
– Tudo bem! Para onde vamos?
– Vamos voltar ao túmulo daquele jovem que chamou a sua atenção.
Ele acompanhou o homem com certo receio. Agora tinha certeza que o jovem era parente daquele estranho. Sentia-se constrangido com a situação. Pararam novamente frente ao túmulo do jovem sorridente e o homem perguntou:
– O que chamou sua atenção nesta foto?
Gilberto respondeu hesitante:
– Achei-o muito parecido com o senhor. Era seu filho?
– Não, Gilberto. Esse jovem era eu mesmo.
Gilberto ficou parado, olhando para a foto, sem saber o que dizer. Sem olhar para o homem, pensava:
– Coitado! Deve ter ficado muito abalado pela morte do filho. É melhor parar de discutir com ele e concordar com tudo o que ele disser.
Mas, para seu espanto, o homem disse:
– Eu sei o que você está pensando, Gilberto. Que fiquei louco com a morte desse jovem que você pensa que foi meu filho. Mas você se engana. Não estou louco e esse jovem não é meu filho, sou eu mesmo. Morri há muitos anos. Repare como a fotografia é antiga.
Gilberto começou a ficar com medo. Queria sair daquele lugar, mas não sabia como se desvencilhar daquele homem que o estava assustando com aquela conversa maluca.
– Bem, senhor Guilherme, agora eu preciso ir para casa. Meus pais estão me esperando…está ficando tarde…
Guilherme não o deixou terminar de falar:
– Gilberto, gostaria de mostrar-lhe mais uma coisa. Você me acompanha?
– Não sei, Sr. Guilherme, já é tarde…
– Não vai demorar. Venha comigo. Será importante para você.
Gilberto não teve como recusar. Aliás, estava com receio de contrariar aquele homem. O cemitério já estava ficando vazio. Seguiu-o por algumas ruelas, até que pararam em frente a outro túmulo. O homem disse:
– Olhe com atenção e com muita calma, Gilberto.
Gilberto olhou e seu coração disparou.
– Mas, o que é isso? Alguma brincadeira de mau gosto? É o meu amigo Henrique! Estivemos juntos ontem! Ele não está morto. O senhor pode me explicar isso?
– Claro que posso, Gilberto. Mas antes procure se lembrar da última vez em que esteve com seu amigo.
– Foi ontem mesmo! Tive uma discussão com meus pais e saí de casa muito nervoso. Peguei o Henrique na casa dele e fomos a um barzinho para beber e conversar.
– E depois, o que aconteceu? Você se lembra?
Gilberto precisou fazer um esforço para lembrar-se. – Saímos do bar e fui levá-lo para casa. Estávamos um pouco “altos” por causa da cerveja e ríamos muito nem sei do que… Não me lembro muito bem, mas com certeza deixei-o em casa e fui dormir.
– Você tem certeza disso? Procure lembrar-se, Gilberto. O que aconteceu quando você estava levando seu amigo para a casa dele?
Gilberto ficou muito nervoso:
– Não sei aonde o senhor que chegar. Nem mesmo sei por que estamos conversando. Somos estranhos um para o outro. Que interesse o senhor tem em mim? Quer saber de uma coisa? Vou para minha casa. Adeus senhor Guilherme.
Saiu decidido a ir embora daquele lugar.
– Nem sei por que estou aqui. Nunca mais volto a um lugar desses. Só tem maluco…só louco mesmo para ficar passeando por aqui.
Caminhou por um tempo sem achar o portão de saída. Viu um funcionário do cemitério e perguntou:
– O senhor poderia me informar como faço para sair daqui?
O homem simplesmente olhou para o lado e, ignorando sua pergunta, foi atender uma senhora que o estava chamando.
– Hei! Não tem educação, não? Eu fiz uma pergunta!
Mas o homem não lhe deu a mínima atenção.
Ele ficou ainda mais nervoso.
– Eu mesmo vou achar a saída. Não preciso de um funcionário mal educado para isso.
Depois de algum tempo andando sem resultado, começou a ficar ainda mais preocupado.
– Não é possível! Não encontro a saída deste lugar maldito! Está escurecendo. Preciso ir embora. Preciso ir para minha casa…
Estava entrando em desespero, quando ouviu uma voz já conhecida:
– Então, Gilberto, ainda não conseguiu ir para casa?
Olhou para trás e, para seu horror, deparou-se com o estranho.
– Meu Deus! O louco de novo! O que eu faço?
– Fique calmo, Gilberto, não sou louco. Só quero ajudá-lo.
– E ainda por cima lê pensamento! Preciso dar o fora daqui o mais depressa possível! – Pensava aflito, olhando para todos os lados, procurando uma saída.
Saiu correndo. Depois de percorrer muitos caminhos por entre inúmeros túmulos, sem encontrar a saída, parou cansado e desesperado. Não havia mais ninguém no cemitério. Estava escuro. Todo o seu terror veio à tona. Queria gritar, mas a voz não saía. Seu peito parecia estar comprimido por uma força desconhecida. Respirava com dificuldade. Sentou-se no chão, abraçou os joelhos e começou a chorar.
Ao levantar a cabeça deparou-se novamente com aquele homem que o perseguia e o assustava. Fez menção de começar a correr novamente, mas as pernas não o obedeceram dessa vez.
– Gilberto, procure acalmar-se e ouça o que tenho a dizer. Verá que não há motivos para o desespero e o medo. Estou aqui para ajudá-lo a compreender toda essa situação. Estou aqui por causa da sua mãe que tem pedido muito por você.
Ao ouvir a referência a sua mãe, olhou surpreso para o estranho.
– Minha mãe? O que minha mãe tem a ver com o senhor?
– Comigo, propriamente, nada. Mas as preces dela em favor do seu filho querido foram ouvidas e eu recebi a tarefa de conversar com você e orientá-lo no que você precisar. Vamos dizer que são os primeiros socorros. Depois você será auxiliado por companheiros mais competentes do que eu.
– Eu não estou entendendo. Por que minha mãe está fazendo preces por mim? Por que não consigo sair daqui? Por que o senhor diz essas coisas esquisitas? Por que…
– Espere, Gilberto. Antes de responder às suas perguntas, olhe para o nome que está nesse túmulo ao seu lado.
Gilberto virou-se e leu o nome e viu a fotografia. Levantou de um pulo e gritou:
– O que é isso? Não pode ser! Eu não morri! – Andava de um lado para outro com as mãos na cabeça – Acho que estou tendo um daqueles pesadelos horríveis…
– De fato, Gilberto, você não morreu mesmo.
– Então por que esse túmulo?
– Porque aí está o seu corpo.
– Mas então, morri ou não morri?
– Não morreu porque você não é o corpo que está aí enterrado. Você é um Espírito e o Espírito é imortal.
– Mas eu nunca acreditei nisso…
– Acreditando ou não, todos são imortais e todos irão deparar-se consigo mesmos após a morte do corpo.
– Eu não acredito no senhor. O senhor está querendo me enlouquecer e não sei por quê. O que tem contra mim? Por que está me perseguindo com essas loucuras? Eu preciso ir para minha casa! Por que não consigo sair deste lugar?
– Você foi atraído para este cemitério porque estava na hora de perceber o que aconteceu. Já faz muito tempo que você não pertence mais ao mundo físico e está vagando por aí. Vários parentes desencarnados tentaram ajudá-lo, mas você estava tão condicionado a não acreditar na vida após a morte do corpo que você não os via e nem os ouvia. Você e seu amigo sofreram um grave acidente de carro e…
– Como faz tempo se ainda ontem eu estava discutindo com meus pais e saí com o Henrique? O senhor está louco, não sabe o que está falando!
– Está bem, Gilberto. Não adianta ficarmos só na conversa. Você quer mais uma prova?
– Que prova? – Perguntou amedrontado. Algo lhe dizia que essa “prova” não poderia ser coisa boa.
– A prova do que estou tentando lhe dizer: que você já não pertence mais ao mundo material. Que você é um Espírito sem o corpo físico.
– E como seria essa prova? – Gilberto estava realmente com muito medo do tom de voz daquele estranho.
Apontando para o túmulo, Guilherme perguntou:
– Você quer ver o corpo que está nesse túmulo? Não é uma visão agradável, mas será bem convincente.
Gilberto não sentia suas pernas. O coração saltava dentro do peito. O suor escorria pelo seu rosto. Pensou por alguns segundos e respondeu:
– Não! Não quero ver nada. Se essa data estiver correta, esse corpo já deve estar bastante…
– Está bem. Não vou obrigá-lo. Que outra prova você gostaria de ter?
– Se eu pudesse ir para casa… O senhor poderia ir comigo e toda essa confusão ficaria explicada.
– Está bem, Gilberto. Iremos até sua casa.
– Vamos mesmo? Que alívio sair daqui e esclarecer tudo. O senhor vai ver como está enganado. Mas como vamos sair daqui? Está difícil de encontrar o portão…
Surpreso, viu a saída do cemitério bem à sua frente.
– Vamos, Gilberto. Vamos até sua casa.
Gilberto, em silêncio, acompanhou o homem, agora com a esperança de encontrar respostas para toda aquela estranha situação.
Chegaram à frente de sua casa.
– Meus pais devem estar dormindo. Que horas são?
– Não se preocupe com o horário. Vamos entrar.
Sem que ele percebesse, já estavam dentro da casa. Seus pais estavam à mesa, conversando. Gilberto sentiu um alívio muito grande. Correu até a mesa e disse quase gritando:
– Pai, mãe, conheci este homem no cemitério e ele disse que…
Porém, seus pais continuavam conversando, sem olhar para ele.
– Pai, mãe, olhem para mim…
Não obteve nenhuma resposta. Mas, nesse momento, sua mãe parou de falar, fechou os olhos e as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.
– O que foi, querida? Por que está chorando? – Perguntou o pai, aflito.
– É que estou sentindo a presença do nosso filho. A sensação é muito forte – ela respondeu, enxugando as lágrimas – estou muito emocionada…
Emocionando-se também, o pai de Gilberto abraçou a esposa.
– Ele está aqui sim, querida! Também estou sentindo…vamos orar por ele.
Gilberto entrou em desespero. Começou a chorar e gritava:
– Olhem para mim! Vocês não estão me vendo? Eu não morri! Não posso ter morrido!
Seu pai fez uma prece emocionada.
– Agora, vamos descansar, querida. Tenho certeza que nosso filho está sendo amparado.
Ele ainda tentou chamar a atenção dos pais, mas percebeu que era inútil. Eles não o viam e nem o ouviam. Estava morto mesmo! Desesperado, andava de um lado para outro, chorando, gesticulando e murmurando.
– Não pode ser! Sou muito jovem, tenho muito que fazer ainda!
Guilherme, que permanecia em silêncio, esperou pacientemente que Gilberto fosse se acalmando. Quando sentiu que era o momento disse, colocando a mão sobre o seu ombro:
– Agora temos que ir, Gilberto.
– Ir para onde? – Perguntou, sem forças para qualquer reação.
– Para a continuidade da vida, meu amigo.
Gilberto olhou em direção ao quarto dos pais e percebeu quanto os amava e o quanto era amado por eles.
– Não se preocupe, Gilberto. Você terá outras oportunidades para visitá-los.
Foram caminhando em silêncio.
Um caminho abriu-se à frente dos dois.
– Para onde vamos? – Perguntou um tanto temeroso.
– Vamos para onde existe muito trabalho e aprendizado.
Gilberto, pensativo, perguntou:
– Então, eu provoquei a minha morte e a morte do meu amigo por estar dirigindo embriagado?
– Infelizmente, é verdade, Gilberto. E isso é muito sério.
– E com certeza vou ser castigado por isso, não é?
– Não existe castigo, meu amigo, o que existe é a reparação das faltas e o aprendizado que elas proporcionam para nos melhorarmos. Nós podemos reparar as nossas faltas de várias maneiras, inclusive com a prática do bem, auxiliando, ensinando, amparando quem precisa. Vai depender da nossa boa vontade em reconhecê-las e do nosso empenho em nos modificarmos. Eu mesmo estou procurando consertar meus deslizes auxiliando pessoas como você a despertarem para a verdadeira realidade da vida.
E, continuou:
– A vida continua, Gilberto. Esse é um fato, e contra fatos não há argumentos. Não foi o que você disse?
Gilberto finalmente esboçou um tímido sorriso. Depois, curioso, perguntou:
– Sr. Guilherme, se o senhor morreu tão jovem, como poderia ter sido professor universitário?
– Ah! Isso foi em outros tempos e em outros lugares. Mas esse é um assunto para mais tarde, Gilberto. Vamos dar um passo de cada vez.
Ambos seguiram por aquele caminho, invisível aos olhos da carne, porém bastante real aos olhos espirituais de Gilberto e Guilherme.
Gilberto deixou-se levar sem resistência. Não sabia onde levaria aquele caminho que parecia não ter fim, e a expectativa do que poderia encontrar pela frente o enchia de temor, mas também de esperança. Afinal, a continuidade da vida era um fato incontestável e a evidência disso era ele mesmo.


