Assédio não é charme. É invasão
Já deu, né?
Evoluir também é aprender a respeitar.
Chegar junto com respeito é bonito — e faz parte da evolução de todos nós.
Mas forçar, encostar, insistir ou invadir o espaço de alguém sem consentimento?
Isso não é paquera. É assédio.
E não tem nada de engraçado nisso.
Não é difícil reconhecer
Assédio também acontece quando você:
- encosta sem permissão;
- comenta o corpo de alguém sem abertura;
- envia nude sem consentimento;
- segue ou cerca alguém;
- insiste depois de ouvir um “não”;
- continua mesmo percebendo que a pessoa está desconfortável.
Se a pessoa não quer, pare.
O corpo e o espaço do outro não são públicos.
Bora quebrar uns mitos?
“Ela estava com roupa curta.”
Roupa não é convite.
“Era só uma cantada.”
Se não foi bem-vinda, ninguém é obrigado a achar graça.
“Eu estava só brincando.”
Brincadeira também tem limite.
“Na internet pode.”
Não pode. Respeito também vale no mundo virtual.
Quer chegar junto?
Não existe fórmula mágica.
Mas algumas coisas ajudam:
Leia os sinais.
Se a pessoa se afasta, evita contato ou demonstra desconforto, recue.
Não insista.
Um “não” é suficiente.
Não encoste sem permissão.
Contato físico precisa ser desejado pelos dois.
Respeite o espaço.
Isso vale para o rolê, para a rua, para a escola, para o trabalho e para a internet.
Interesse bom é recíproco.
“Mas eu nunca fiz isso…”
Ótimo.
Mas e quando você vê alguém fazendo?
Se for seguro, não fique só olhando.
Chame o amigo de lado. Interrompa a situação. Apoie quem sofreu a abordagem.
Ser aliado também é aprender a se posicionar.
E o Espiritismo tem a ver com isso?
Tem.
Se cada pessoa é um espírito em evolução, a forma como tratamos os outros também faz parte da nossa evolução.
Respeitar limites, reconhecer nossos erros e mudar atitudes são passos da reforma íntima.
Não basta saber o que é certo.
É preciso colocar o respeito em prática.
Evoluir também é isso.
Assédio não é charme.
Respeito é.
