Errar e pedir desculpa

compartilhe

Autora: Eugênia Pickina

“Reconhece teu erro
Mesmo que custe muito,
ao teu orgulho e vaidade.” 

Cora Coralina

Erramos. Pais e filhos, todos nós erramos

Reconhecer o pai ou a mãe que errou é uma estratégia importante para ajudar o filho pouco a pouco a compreender suas responsabilidades e impactos no mundo. Ou seja, uma criança criada a partir da premissa de que todos nós estamos sujeitos a errar, a falhar, pois somos imperfeitos, permeados por fragilidades, terá mais facilidade em se tornar uma pessoa capaz de calibrar as expectativas sobre si mesma e sobre os outros ao longo da sua vida. Ainda, ela conseguirá compreender com mais clareza que os erros dos outros não implicam necessariamente rompimento de vínculos, mas sim elementos que também fazem parte das circunstâncias da vida.

Em casa, com minhas filhas, nunca tive medo de mostrar minhas próprias fragilidades, falhas e equívocos. Quando errava, pedia desculpas e tentava melhorar, me corrigir. Hoje, se erro, continuo a pedir desculpas e a refletir maneiras de melhorar nosso relacionamento. De outro lado, por força do exemplo, espero que elas possam replicar isso um dia com a família delas.

Infelizmente, para algumas famílias, não há espaço para os pais admitirem erros, pois isso implicaria a quebra da autoridade “perfeita”. Contudo, essa expectativa de autoridade, além de pesar sobre os pais, é ilusória, fonte de rigidez e de uma performance humanamente impossível de ser praticada… O encorajamento para a honestidade fica prejudicado, à medida que os pais têm dificuldade em assumir seus erros perante os filhos. Ainda, pais autoritários tendem a estimular nos filhos o hábito da mentira, pois desde pequenos, eles, os filhos, são invadidos pelo medo da punição.

O que realmente importa no dia a dia familiar?

Pais que erram podem sim pedir desculpas. Por sua vez, pedir desculpas pressupõe o reconhecimento do erro e o compromisso de fazer diferente. Isso retira dos pais a expectativa de serem perfeitos e proporciona, no ambiente de relações familiares, espaço para a responsabilização sobre os próprios atos. E isso, sem dúvida, favorecerá uma convivência mais aberta e sincera no futuro, quando os filhos crescerem.

O consolador – Ano 17 – N 841 – Cinco-marias

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

sensação

A libertação

Autora: Teresinha Olivier Enfim, o dia tão esperado! Chegou em casa, trazendo...

A Floresta de Dodona e a Estátua de Memnon

Revista Espírita, fevereiro de 1858 Para chegar à floresta de...

Mortes violentas e planejamento reencarnatório

Autor: Alessandro Viana Vieira de Paula Inegavelmente, vivemos um período...

Mediunidade e Sobrenatural

Nossa amiga Teresinha escolheu uma interessante vertente para seu...

Velório

Autor: Leonardo Marmo Moreira O momento da morte representa um...

Adeprescência… a depressão na adolescência

Autora: Kelly Casimiro (psicóloga) A adolescência é caracterizada por uma...
- Fica Dica -spot_img