Homem-verme

compartilhe

Autor: Augusto dos Anjos (espírito)

Desolação. Terror e morticínio.
O homem sôfrego e bruto, de ânsia em ânsia,
Sofre agora a sinistra ressonância
De sua inclinação para o extermínio.

É o doloroso e trágico domínio
Do “homo homini lupus” da ignorância,
Exaltando a vaidade sem substância,
Ídolo podre sobre o esterquilínio.

Por toda a parte, escorre o sangue horrível,
Ao crepitar de rúbidos incêndios,
Sobre a ideia cristã medrando em germe.

Em quase tudo, o pântano terrível,
De lodo e lama, em sombra e vilipêndios,
Atestando as vitórias do homem-verme!

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

sensação

O aviso oportuno

Autor: Irmão X (espírito) – Não há maior alegria que...

Análise tipográfica das sete primeiras edições de A Gênese

Autor: Charles Kempf e Michel Buffet ...

Tenho vontade de ficar com mulher casada

Autor: Joelson Pessoa Olá amigos, Como fugir das tentações que...

Espaço de aprendizagem coletiva

Autor: Marcus De Mario Para que serve uma sala de...

Uma guerra silenciosa

Autor: Marcus De Mario Quando falamos em guerra, normalmente entendemos movimentos...

Ajuda e passa

Autor: Alberto de Oliveira (espírito) Estende a mão fraterna ao...
- Fica Dica -spot_img