Honra ao trabalho

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Autor: Múcio Teixeira (espírito)

Trabalha e encontrarás o fio diamantino
Que te liga ao Senhor que nos guarda e governa,
Ante cuja grandeza o mundo se prosterna,
Buscando a solução da dor e do destino.

Desde o fulcro solar ao fundo da caverna,
Da beleza do herói ao verme pequenino,
Tudo se agita e vibra, em cântico divino
Do trabalho imortal, brunindo a vida eterna!…

Tudo na imensidão é serviço opulento,
Júbilo de ajudar, luta e contentamento,
Desde a flor da montanha às trevas do granito.

Trabalha e serve sempre, alheio à recompensa,
Que o trabalho, por si, é a glória que condensa
O salário da Terra e a bênção do Infinito.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

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