Noutras eras

compartilhe

Autor: Cruz e Souza (espírito)

Também marchei pelas estradas flóreas,
Cheias de risos e de pedrarias;
Onde todas as horas dos meus dias
Eram hinos de esplêndidas vitórias.

Tive um passado fúlgido de glórias,
De maravilhas de ouro e de alegrias,
Sem reparar, porém, noutras sombrias
Sendas tristes, das dores meritórias.

E abusei dos deveres soberanos
Sucumbindo aos terríveis desenganos
Do destino cruel, fatal e avaro;

Para encontrar-me a sós no mesmo horto
Que deixara, sem luz e sem conforto,
Sentindo as dores desse desamparo.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

sensação

Saudade

Autor: Leôncio Correia (espírito) Ante o brilho da vida renascenteDepois...

Violência juvenil

Autor: Pedro Vilatti Como esse é o meu primeiro (e...

É urgente repensarmos as nossas atitudes perante a Vida

Autora: Maria de Lurdes Duarte Quando observamos e refletimos sobre...

Como nasceu o Diabo

Autor: Rogério Coelho (...) Acreditar que Deus haja criado um...

Mediunidade intuitiva escrevente: Um exemplo edificante

Autor: Cairbar Schutel Já vimos que "médiuns intuitivos são com...

Importância da educação moral

Autor: Marcus De Mario De que adianta ter muitos conhecimentos,...
- Fica Dica -spot_img
Anterior
Próximo