Pensamentos espíritas

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Autor: Casimiro Cunha (espírito)

Dobram sinos a finados,
Com mágoa e desolação…
Porque não sabem que a morte
É a nossa libertação.

Toda a esperança da fé,
Que vive com a caridade,
É realizada no mundo
Da eterna felicidade.

A palavra que reténs
É tua serva querida,
Mas aquela que te foge
É dona da tua vida.

Todo suicida presume
Que a morte é o fim do amargor,
Sem saber que o desespero
É porta para outra dor.

Quem sofre resignado,
Após a morte descansa
Quem luta, sem naufragar,
Verá decerto a bonança.

Quem tem a flor da humildade,
Medrando no coração,
Tem o jardim das virtudes
Da suprema perfeição.

Volve ao Céu todo piedoso,
Coração que andas ferido!.
Deus cura todas as chagas
Do mal que tens padecido.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

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