Expiação

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Autor: Valentim Magalhães (espírito)

Falava como um rei da tribuna e da praça…
“Dominar ou ferir” — era em tudo o seu lema.
Entretanto, no Espaço, em desventura extrema,
Tolera a multidão que o persegue e amordaça.

Exposto à zombaria e aos golpes de quem passa,
Ele que era o senhor da palavra suprema,
Jungido à humilhação, por mais suplique ou gema,
Ouve as acusações de inimigos em massa…

Como alguém que padece, abandonado à míngua,
Sofre as chagas da ideia e os tormentos da língua,
Rogando ao Pai de Amor lhe amenize a derrota!…

E o Senhor, em lhe ouvindo a oração dolorida,
Permite-lhe escolher outro berço e outra vida.
Ele agradece em pranto… E renasce idiota.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – Do livro Antologia dos Imortais, obra psicografada pelos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.

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